quarta-feira, 19 de abril de 2017

Entrevista

MESTRE CLEIDE

Grupo Terra



Maria Cleide Tomaz Duarte nasceu em 28 de agosto de 1968, no Ceará, mas foi no Rio de Janeiro que encontrou sua morada ainda criança. 
Mestre Cleide fundou o Grupo Terra junto com seu Mestre e marido, Mestre Mintirinha.
Desde 94 na Capoeira, a mestre acredita no sistema de graduação criado por Mestre Mendonça como uma forma de organização, "Não me vejo no direito de bagunçar o que está direito.", contou.
Apesar de já ter enfrentado situações no mínimo desrespeitosas por ser mulher num ambiente majoritariamente masculino, Mestre Cleide acredita na delicadeza como arma para dissolver situações discriminatórias e foi assim, com toda a delicadeza que lhe sobra, que ela nos acolheu desde o primeiro contato, gentil e disposta.

*A entrevista a seguir foi realizada em Abril de 2016 e é inédita e exclusiva do Blog Capoeira de Toda Maneira

(Maíra Gomes) – Como a senhora começou na Capoeira?

(Mestre Cleide) – Vi uma apresentação na rua e gostei. Procurei o responsável pelo grupo na época e me matriculei. Treinei por um ano, peguei a primeira graduação. Mestre Mintirinha foi meu padrinho, nos conhecemos nesse grupo.

(Maíra Gomes) – Há alguns anos, quando entrevistei o Mestre Mintirinha aqui para o blog, ele me contou que quando vocês se conheceram eram de grupos diferentes e que ao ficarem juntos decidiram criar o Grupo Terra. Foi isso mesmo? Conta como foi essa decisão e o que influenciou na sua trajetória como Capoeirista.

(Mestre Cleide) – O “Mintirinha” tinha um desenho de um tronco em forma de berimbau e me disse que queria fundar um grupo chamado Terra e que deveria ter aquele símbolo. Gostei do desenho, gostei dele e nos conhecemos melhor. No ano de 94 fundamos o Grupo Terra e nos casamos.

(Maíra Gomes) – Como foi sua caminhada até a fundação do Grupo Terra?

(Mestre Cleide) – Comecei em 92 depois de ter visto uma apresentação na rua. Fiquei encantada e fui buscar onde era aquele grupo. Me matriculei e comecei a treinar lá por um ano. Tive um desentendimento com outra integrante do grupo, saí e fui treinar em outro grupo, mas fiquei pouco tempo, pois, logo Mintirinha e eu inauguramos o Terra. Então, todas as outras graduações vieram do Mestre Mintirinha.
Em 2010 recebi minha graduação de mestre. Na verdade, relutei um pouco, pois eu não tinha a intenção de chegar a tanto. Sempre pratiquei capoeira por gostar mesmo dos toques, da ginga e todo o conjunto, não por graduação. Eu as recebia pelo tempo que tinha e pela dedicação. Desde quando era cordel amarelo já ensinava as crianças do grupo e até hoje esta responsabilidade é minha – Ninguém quer essa responsabilidade, dizem não terem paciência –. O Grupo Terra foi fundado em 94, hoje temos mais ou menos uns dez mestres formados, três filiais e diversos alunos já passaram por nosso grupo. Espero que continuemos com esse trabalho. Enquanto eu tiver forças e conseguir gingar vou tentando. Quando não der mais, sigo cantando!

(Maíra Gomes) – A senhora acha que as graduações da Capoeira deveriam ser padronizadas para todos os grupos?

(Mestre Cleide) – Sim. As outras lutas que seguem graduação, são únicas, porque na capoeira deve ser diferente? Eu uso a graduação de cordéis nas cores do Brasil. A mesma que foi criada por Mestre Mendonça, falecido a pouco. Mas cada um faz o que bem entende. Para mim é uma pena, pois, assim perde-se a organização, que não temos. Fica difícil identificar um mestre que usa graduação diferente. Se fosse padrão, não teríamos essa dificuldade. Cada um deve ter seu motivo para criar suas graduações, mas continuarei com a que uso desde quando iniciei na capoeira, por respeito ao trabalho daqueles que trabalharam para padronizar as graduações. Não me vejo no direito de bagunçar o que está direito.

(Maíra Gomes) – A senhora trabalha com Capoeira, tem outra ocupação?

(Mestre Cleide) – Sou pedagoga, trabalho em um colégio que tem da educação infantil até o terceiro ano do ensino médio. Sou auxiliar de coordenação. E, as terças e quintas, dou aula para as crianças no Grupo Terra.

(Maíra Gomes) – O que o título de mestre significa para a senhora?

(Mestre Cleide) – O título significa para mim uma conquista. Anos de dedicação a essa arte que tanto amo praticar. Significa ser exemplo, respeitar as diferenças e fazer a diferença na vida de alguém.

(Maíra Gomes) – A Capoeira tem muito mais homens mestres do que mulheres nessa mesma graduação. O que a senhora acha que é possível fazer para incentivar a permanência da mulher na capoeira?

(Mestre Cleide) – Nós estamos conquistando nosso espaço nas artes marciais com mais rapidez agora. Hoje se vê muitas mestres, fico feliz com esse avanço. Somos tão boas quanto qualquer homem.

(Maíra Gomes) – A senhora já enfrentou algum tipo de discriminação por ser mulher dentro da Capoeira? Se sim, como lidou com isso?

(Mestre Cleide) – Sim, já tomaram o berimbau da minha mão. Já esqueceram de me apresentar como mestre, pois estava em uma roda que só tinha mestres homens. Mas levo sem problemas. Vou conquistando meu espaço com meu jeito delicado, sem brigar, vou em uma roda, peço para tocar um instrumento, entro na roda jogo sem atacar ninguém. Procuro fazer amigos, sempre fui assim. Nunca gostei de estragar roda de ninguém, para ninguém estragar a minha.

(Maíra Gomes) – Qual a sua visão sobre a Capoeira hoje e como espera que ela esteja em 20 anos?


(Mestre Cleide) – A capoeira está sofrendo muito rápido transformações. Muitas graduações, muitos mestres, atletas muito bem preparados, mas perdeu um pouco os momentos em que ia-se visitar um amigo em sua roda, onde nós íamos para jogar capoeira, sem rivalidade, para trocar ideias, ouvir os mestres mais velhos. Hoje tem roda de mês é um quebra-quebra, todo mundo querendo matar todo mundo. Não tenho mais idade para trocar socos com ninguém. Prefiro hoje ficar em meu canto. Todos os sábados fazemos roda. Todos que quiserem podem aparecer, mas para jogar capoeira, quem quiser brigar que vá procurar outro lugar. Zelamos pela integridade física dos nossos alunos.


Imagem de arquivo pessoal

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A palavra do Mestre - Graduações - Parte 4



Mais uma semana e mais seis mestres opinam aqui no Blog sobre as graduações. Nas semanas anteriores tivemos a opinião do Mestre Alexandre Batata, na parte 1. Na  parte 2 opinaram Mestre Goioerê, Mestre Linguiça, Mestre Preguiça, Mestre Cid , Mestre Ron e Mestre Kaco. Semana passada, na parte 3, foi a vez dos mestres Catitu, Chacal, Caçapa, Namorado, Buiu e Franja falarem sobre o tema. Hoje tem  alguns trechos de entrevistas antigas e também opiniões recentes, vamos conferir?


Mestre Gato – Senzala


"Sou de opinião de que as escolas de Capoeira são como escolas de samba, cada uma tem seu sistema e essa liberdade deve permanecer. É uma arte popular, não deve ser padronizada."*

*Trecho retirado de entrevista concedida ao Blog em Maio de 2013. Íntegra da entrevista aqui.






Mestre Polaco – São Bento Pequeno


"Na minha opinião é perfeitamente viável uma graduação única na capoeira, basta boa vontade, humildade e consenso entre as correntes(corda e cordel)."*

*Trecho retirado de entrevista concedida ao Blog em Abril de 2012. Íntegra da entrevista aqui.




Mestre Celso – Engenho da Rainha


"A Federação criou o cordel e foram chamadas pessoas de outros grupos, que moravam na Zona Sul, para participar das reuniões. Eles foram, mas resolveram sair fora e criaram a corda. O capoeirista é vaidoso, ele é mentiroso, ele tem vários defeitos.
O aluno não tem capacidade pra determinadas coisas, aí ele sai do grupo e sem condição de ensinar, sem nada ele monta seu próprio grupo e de repente ele inventa uma moda nova. Daqui a pouco nem corda, nem cordel, vão usar barbante. E tudo que ele faz, faz pra desmoralizar a própria capoeira. Por isso a capoeira não está organizada. Eu tenho viajado o mundo todo, o cara sai daqui do Brasil é aluno e lá fora ele bota uma graduação. Pra organizar a capoeira eu acho que tinha que ser gente de fora, que gosta, mas que não treina, não participa. Porque senão cada um defende o seu interesse e fica difícil organizar."*

*Trecho retirado de entrevista concedida ao Blog em Maio de 2011. Íntegra da entrevista aqui.





Mestre Boneco – Capoeira Brasil


"Acho sim, muito importante que todos os grupo venham um dia a ter uma única graduação. Só que e um trabalho muito delicado, pois todos nos teríamos que ceder de uma forma ou de outra!"*

*Trecho retirado de entrevista concedida ao Blog em Abril de 2011. Íntegra da entrevista aqui.







Mestre Cobra Coral – Capoeira Terranossa

"Acredito que as cordas profissionais deveriam ser sim padronizadas em uma cor única, melhorando assim a identificação em nível mundial. Já as graduações infantis e as graduações adultas, até a última corda antes de graduado, poderiam ficar a critério de cada escola com seu próprio sistema interno. Mas de Graduado em diante, que já é considerado um profissional de Capoeira, sim, todas as graduações (Cordas), profissionais deveriam ser unificadas e padronizadas em uma única cor e um único entendimento em nível mundial."




Mestre Cid – Afro Angola Congo Capoeira

"Até acho que deveria ser padronizado, mas vejo isso como um fato histórico, já que vieram africanos escravizados de diversas partes da África, de etnias diferentes. Então, era a forma que foi encontrada de misturar africanos de etnias diferentes, falando dialetos diferentes até para causar o não entendimento entre eles. Era a estratégia que eles usavam, para poder matar a raiz do africano aqui. Então, a gente tem que aceitar porque são escravizados que vieram de etnias diferentes, de lugares diferentes, falando dialetos diferentes, por isso essa confusão de cores e graduações.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A palavra do Mestre - Graduações - Parte 3



Hoje nós temos a terceira parte da série sobre graduações que começamos aqui no Blog. Caso você tenha perdido, na Parte 1 o Mestre Alexandre Batata deu uma verdadeira aula sobre as graduações na Capoeira, desde os primórdios até os dias de hoje. Já na Parte 2 , temos a opinião de 6 grandes mestres sobre o tema.

Vamos lá?




Mestre Catitu – Herança Cultural

"Desde que me conheço como capoeira ouço falar em unificação e padronização no sistema de graduação. 
Na minha visão seria muito importante e interessante a padronização única da graduação, mas, por outro lado, vejo que a capoeira é muito mais forte do que qualquer tipo de padrão imposto!
Sua diversidade, raízes e tradições se entrelaçam e isso acaba sendo muito mais forte de que qualquer coisa imposta.
O que me deixa triste é a criação exacerbada, sem origem e fundamento nas graduações que vem surgindo a cada dia!"








A imagem pode conter: 1 pessoaMestre Chacal – UBADAC

"Na minha opinião tinha que existir apenas dois sistemas de graduação: corda, do sistema mais antigo, que é a senzala e cordel, do sistema do Mestre Mendonça. Mas o que acontece é que cada grupo que é montado com pessoas desqualificadas inventa uma graduação, porque não pode seguir o sistema que já existe porque vai ser criticado. O cara sai de um grupo corda azul de graduado e quando encontramos ele novamente ele está com uma corda, exemplo, roxa e laranja, aí fala que é a corda de professor do grupo dele, porque se ele colocar marrom a galera vai criticar e a roxa e laranja ninguém entende e sabe o que é, aí ele passa batido nas rodas. Esse é o meu ver.
Enquanto alguns, veja bem, alguns Mestres antigos apoiarem esses meninos que ficam sem Mestres porque não querem seguir uma orientação e acham que sabem tudo, a Capoeira vai ficar essa bagunça. Cada menino que sai do seu grupo, monta um grupo, cria uma graduação maluca e tem um Mestre que vai lá e apoia.
Hoje chego nas rodas e não sei mais quem é Mestre e quem é aluno, porque em um grupo a corda é de Mestre e no outro grupo a mesma corda é de aluno."



Mestre Namorado – Ibamolé Capoeira

"Eu acho esse assunto polêmico. Assim como a própria história da Capoeira tem suas “vertentes ou versões”, as tradições regionais  (angola, regional, capoeiragem) desde seu início existiram caminhos diferentes, maneiras, hierarquias, heranças culturais e pontos de vistas variados. Como unificar, padronizar as graduações? Quem cederia? Dos milhares de grupos, qual tem razão e por que? A Senzala vai mudar sua graduação, Muzenza, Abadá, Capoeira Brasil, quem daria o braço a torcer? 
Teria que existir um grande congresso, com seminários, palestras, muita resenha, historiadores respeitados, líderes da Capoeira, estudiosos, um grande debate teria que ocorrer. Aqui é Brasil, todos querem priorizar seus próprios interesses, crenças, ideais. 
A Capoeira é rica, vasta, possui contextos lúdicos, pedagógicos, culturais, esportivos, eu, particularmente cederia a uma grande mudança, verdadeiramente discutida e votada pela  “tribo” da Capoeira. Uma decisão dessas engloba existir uma grande federação, associações sérias e preparadas, coisas distantes. A Capoeira é a cara do Brasil, cheia de jeitinhos, política, apadrinhamentos, interesses diversos, corrupção e etc. 
Não vejo tão cedo existir a tal unificação. A vaidade é mais um contratempo."


A imagem pode conter: 2 pessoas
Mestre Buiu – Rede Anca


"Na minha opinião deveria sim, com certeza. Como forma de respeito a nossa arte, como ética esportiva, para que nossa arte tenha um pouco mais de respeito nos seus fundamentos, deveria. Penso dessa forma, as graduações devem ser unificada sim para um bem maior de toda a massa capoeirista."





Mestre Caçapa – Capoeira Terranossa

"Hoje na Capoeira tem muita gente querendo ter sem poder e gente dando sem ter. Banalização total da Capoeira e de seus fundamentos. A maioria dos mais antigos apoiam isso e não estão dando valor a sua própria história. Estão apadrinhando grupos, ex-alunos e alunos dos outros, com isso as graduações tomam formas e cores diversas, sem controle. Seria bom um sistema único de graduação, mas, com isso, vem várias outras questões. Resumindo, a Capoeira está perdendo o controle, o dinheiro está falando mais alto, o capoeirista está perdendo o sentimento, o coração já não bate mais como antes. Eu estaria disposto a seguir um padrão universal."



Mestre Franja – Rede Anca

"Essa variedade de graduações que tem na Capoeira é bem característico. Só capoeirista que consegue entender esses sistemas e leva tempo para você aprender. Como somos diferentes das outras artes, não tem nada de parecido com a Capoeira nas outras artes, as pessoas acabam entendendo que é uma coisa pejorativa e, na realidade, eu acho até bom, porque só consegue entender essa variedade quem é da Capoeira há muito tempo, que se dedica e realmente quer entender a Capoeira. Não vejo problema nenhum, pelo contrário, acho isso bacana, não acho pejorativo. Cada um tem a liberdade de usar a graduação que quer. Perante as outras lutas somos novos ainda, não dá para comparar. A Capoeira tem uma organização diferente, começa pela roda, pela musicalidade, não dá pra ficar comparando. Geralmente quem fala sobre esse monte de graduações compara com outras lutas, que possuem uma só graduação. Muitos querem que tenha um sistema só, mas eu acho que como a Capoeira, ela não é de uma pessoa só, não é só de uma maneira, ela tem a cara do brasileiro, somos diversos.
Não entendo no que vai melhorar a Capoeira em ter um sistema único de graduação ou se eliminar a graduação. Quando você unifica, ou padroniza, a Capoeira perde muito com isso. A Capoeira foi feita como uma luta de libertação, é livre, é liberta, a Capoeira é para se libertar e no momento que você padroniza ou unifica só em um sistema a gente está cortando todas as vantagens que a Capoeira tem sobre as outras artes. Eu não gostaria que acontecesse isso nunca na Capoeira. Talvez eles pensem que unificando a graduação seria uma maneira de organizar a Capoeira e eu não acredito nessa ideia. A Capoeira tem uma organização única e exclusiva dela, que não dá pra gente comparar com as outras. Então, unificar, colocar regra, ou um único sistema, a gente como capoeirista vai perder muito com isso e não vai somar nada para que a Capoeira se torne mais do que ela é. Isso não significa que não devamos nos organizar. Organizar não quer dizer padronizar, nem unificar, significa melhorar o que já existe, ou dar novos rumos para aquilo que já existe, que é a Capoeira. Lembrando que essa é a minha opinião e não a da Rede Anca, dentro da instituição também temos esse conflito, uns querem, outros não."



segunda-feira, 27 de março de 2017

A palavra do Mestre - Graduações - Parte 2


Na semana passada publiquei um texto escrito pelo Mestre Alexandre Batata, que aborda esse tema de uma forma bem completa, se você não leu, comece por ele.
Hoje, mais seis mestres opinam sobre o assunto. Vem comigo!


A imagem pode conter: 1 pessoa
Mestre Goioerê – Grupo Muzenza


"Realmente ficou muito confuso tantos grupos com tanto sistema de graduação, e fica cada vez pior, todo mundo sai de grupo cria grupo, novas graduações, as vezes muitos não tem nem título de professor de capoeira, geralmente muitos fazem isso porque não querem seguir normas regras do grupo que já tem um padrão, status, aí criam um novo grupo e automaticamente criam um monte de novas regras e fica pior que tava. Vendo por esse lado me deixa muito triste, isso atrasa muito a capoeira, deixa muito longe de ser uma arte organizado e uma vez por não ser organizada se torna muito mais difícil em ter apoio e suporte de entidades competente. No meu ponto de vista seria muito bom se a capoeira seguisse um sistema único de graduação como temos no judo, e jiu jitsu. Hoje você chega em uma roda você não sabe quem é o mestre ou quem é o aluno, muito confuso. Acho que esse é o desejo de muitos capoeiristas, ter uma unificação no sistema de graduação da nossa capoeira. Enquanto os capoeiristas, na escala de cima para baixo ("grandes mestres") não se conscientizar, vamos estar andando para trás."


Mestre Linguiça – Arte de Bamba

"Nossa arte é livre e como cultura se propaga através dá oralidade e do fazer. Então, na minha há opinião, mais importante que as cores e o material usado para identificação das graduações, seria a autenticação dos títulos, ex: Instrutor, Professor, Contramestre e Mestre. Desta forma o que teria maior significância seria os títulos e não as cores e os materiais usados. Mas independentemente dá variação de cores, materiais e formatos, nossa arte é mágica e agregadora e esse é apenas uma das várias outras questões atribuídas a nossa linda e maravilhosa arte."




Mestre Preguiça – Iê Capoeira

"Quando comecei a capoeira em 1978 só existiam 2 tipos de graduação, a graduação da federação, criada pelo mestre Mendonça, em 1972, que era as cores da bandeira do Brasil
E as outras graduações eram da senzala corda vermelha. Agora fizeram  uma bagunça  danada com as graduações. É uma pena."





A imagem pode conter: 1 pessoaMestre Cid – Capoeira Terranossa

"Antigamente existiam dois tipos de graduações, cordel, que eram as cores da bandeira do Brasil e corda, que era a linhagem da Senzala. Não tinha muito mistério. Com o passar do tempo, com a vaidade dos homens, o que aconteceu? Foram criando graduações e graduações, misturando as cores, uma vaidade. Um dia o cara tá no seu grupo, aí ele sai e faz um grupo para ele e cria uma nova graduação. Acho que nunca vai conseguir padronizar. Se conseguisse voltar como era antigamente com apenas dois tipos de graduação, corda e cordel, mas é muito difícil por conta da vaidade dos homens que é muito grande."


Mestre Ron – Raízes de Vila Nova

"Eu acredito que as graduações deveriam sim ser padronizada. No mínimo isso mostraria um pouco de organização dos capoeiristas, mas sei que dificilmente isso possa acontecer. Hoje existem muitas potências na capoeira que impedem essa unificação.
O número de grupos criados dificulta e muito que se chegue a um acordo. Poucos abririam mão da sua razão em relação a sua graduação.
Se, de repente, essa unificação trouxesse benefícios para os representantes de cada grupo, talvez se pudesse pensar na ideia. Teria que se fazer um estudo, para isso teríamos que ouvir os mestres que lideram os grandes grupos. O negócio é que ninguém vai largar mão de nada se não tiver algum beneficio. Infelizmente é desse jeito."


Mestre Kaco – Rede Anca

"Eu acho que, no momento atual, já se faz necessário unificar. As pessoas já vivem imitando umas às outras. Sendo assim, não vejo problema algum!"

sexta-feira, 24 de março de 2017

Projeto Motivação leva Capoeira para o MAC

Resultado de imagem para mac niterói


Uma parceria da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói com a Associação de Capoeira Terranossa promove, neste sábado, um aulão de Capoeira no Museu de Arte Contemporânea.

Com o objetivo de incentivar a prática esportiva no município, o Projeto Motivação ocorre todo último sábado do mês em diversos pontos da cidade. Além do MAC, as atividades ocorrem também na Praia de Icaraí, Largo da Batalha, Praia de São Francisco, Horto do Barreto e no Skate Parque de São Francisco.

No sábado (25/03), será a vez do MAC, considerado Patrimônio Nacional, receber a Capoeira, desde 2014 reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, para mostrar que arte e esporte andam de mãos dadas.


A atividade será comandada por Mestre Cid, presidente da Associação de Capoeira Terranossa e é aberto para todos, iniciantes e profissionais, sem limite de idade.

Mestre Cid possui um sólido trabalho em Niterói e há 30 anos ministra aulas em escolas e academias
da cidade. A Associação comandada por ele possui filiais em mais seis estados e em sete países.

Serviço:

Projeto Motivação – Capoeira no MAC

Data: 25/03/2017
Horário: 16 h às 17h30
Local: MAC – Museu de Arte Contemporânea
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói/RJ




terça-feira, 21 de março de 2017

A palavra do Mestre - Graduações - Parte 1



Uma das grandes discussões dentro da Capoeira é a questão da graduação. Muitas escolas desenvolveram seu próprio sistema, outras adotam o sistema de cordéis criados por Mestre Mendonça, há também o sistema da ABCP - Associação Brasileira dos Professores de Capoeira e não ter uma unificação ainda causa muita confusão. É aluno tirando mestre no jogo de compra, mestres sendo formados sem merecimento/tempo/história, grupos com sete graduações, outros com 20, nomenclaturas diferentes como grão-mestre, mestre mór, mestríssimo, enfim, ter um só padrão hierárquico facilitaria, mas é só isso?


Na semana passada enviei para alguns mestres a seguinte pergunta:  O que o senhor pensa sobre os diversos sistemas de graduação existentes da capoeira? A graduação deveria ser padronizada para todos os grupos?

A primeira postagem da série é especial, um panorama geral sobre as graduações ao longo da história da Capoeira. Com a palavra, Mestre Alexandre Batata:


A imagem pode conter: 1 pessoa
"Maíra Gomes perguntou:

– Mestre, estou fazendo uma pesquisa, o senhor acha que os capoeiristas deviam usar a mesma graduação?

Aí... eu respondi:

– Queria poder responder a tua pergunta com um simples sim ou não, porém, pelo carinho que tenho por seu lado de investigadora (jornalista), resolvi abordar o tema.

Este assunto vem em bom momento histórico, a morte do Mestre Damianor de Mendonça. Vamos a história!

Poderia começar lá nos tempos ancestrais, da proposta no sistema hierárquico tribalista, onde o tempo por si só determinava o respeito: criança, jovem, adulto e velho, mas vou dar um pulo e vamos ao século XIX.

As maltas cariocas, aquelas da época descrita como A ERA DOS VALENTÕES por alguns historiadores, tinham um sistema de nomenclatura hierárquico. As crianças, que já tinham algumas funções na malta, eram os CARRAPETAS. Os adultos eram CAXINGUELES, CAPOEIRA AMADOR, CAPOEIRA PROFISSIONAL e CHEFE DE MALTA. Perceba na hierarquia adulta os quatro tempos.

Mestre Bimba, aquele famoso baiano que em mais uma estratégia sincretista da capoeira criou a LUTA REGIONAL BAIANA, criou um sistema de graduação com QUATRO LENÇOS.

Durante a ditadura militar, com Presidente da República General Garrastazzu Médici. período mais agudo da Ditadura Militar, em 1968 havia sido publicado o Ato Institucional número 5, que suspendia direitos políticos, institucionalizava a censura e dava amplos poderes ao governo militar. Foi entre os anos de 1968 e 1973 também que o Brasil viveu o chamado Milagre Econômico, período no qual o país cresceu economicamente em níveis altos.

Havia um lema: BRASIL, AME-O OU DEIXE-O!

A capoeira em mais um sincretismo político entra nos “moldes”. Se filia ao Conselho Nacional de Desporto através Confederação Brasileira de Pugilismo e nos estados passa a ser dirigida pelas Federações de Pugilismo. Se não me engano, Rio, São Paulo e Bahia.

No Rio de Janeiro, Mestre Damianor de Mendonça criou o sistema de graduações de cordéis, nove fios trançados em três, cada três representava uma trindade. Não me recordo bem mas uma delas era O PAI,O FILHO E O ESPÍRITO SANTO. A ditadura era católica e para representar a hierarquia usa as cores da bandeira Brasileira, ou seja, do pavilhão nacional: verde, amarela, azul e branco. Olha os 4 de Novo. Tudo na mais perfeita ordem e progresso. 

Uma curiosidade


A graduação era verde, verde e amarelo, amarelo, azul e amarelo, azul (Instrutor) verde -amarela-azul.(Contramestre) branco e verde ( 1º Grau de Mestre) , branco e amarelo (2º Grau de Mestre, 10 anos de Mestre), branco e azul (3º Grau de Mestre, 20 anos de Mestre) e o branco (3º e último estágio, 30 anos de Mestre).

No Rio de Janeiro foram graduados: Mestre Artur Emídio (CORDEL BRANCO), Mestre Djalma Bandeira cordel (Branco e azul), Mestre Luiz Américo – Mintirinha (CORDEL BRANCO E AMARELO) e a todos os outros Mestres, o CORDEL BRANCO E VERDE.

Mas, no começo dos anos 1980, surgem as federações de Capoeira. Aí bagunçou. Eu explico:

Com o intuito de formar uma Confederação Brasileira de Capoeira. As federações convidam todos os capoeiras a prestarem exames, criam-se seminários, palestras, cursos e outros blá-blá-blás.

Havia uma ameaça que os professores de Educação física tomassem o monopólio, conversa fiada. A capoeira estava engatinhando, já era matéria na Universidade Federal do Rio de janeiro e mais tarde na Gama Filho (particular).

Vamos falar do Rio, tá?


Na Primeira banca examinadora, mestres já renomados se predispuseram a colaborar. Provas escritas, exames de competência, alguns discordaram, mas a maioria participou. Parecia que ia funcionar.

Até então havia uma ética, os mestres sabiam quem era quem.

Como diz o Mestre Bocka: “Não havia código escrito e nem sempre era por telefone, porque muita gente não tinha. A gente se encontrava e perguntava, ‘Aquele seu aluno…….?’ ”

Mas surge a 3ª banca examinadora e começa a venda de cordéis.

Vamos voltar as graduações, a ideia do cordel era boa, mas o material por si só era complicado.

Quem tinha “meia dúzia” de alunos trançava na boa, dava um trabalho danado.

A Senzala, grupo que sempre foi referência, explodia na época.

Um designer de calça criado pela Quitéria deixa o capoeira com um estilo mais “maneiro”, tendência da moda. Nasce o Capoeira Wear. O silk screem está bombando, surgem camisas e camisetas.

Os eventos passam a ser todos com camisas iguais (o cara não tinha aluno bom e os amigos alinhavam em nome da capoeira)

Aí em Niterói, ou na Trindade, não sei onde foi a conversa, Rogério Loureiro de Carneiro, O Mestre Moreno (não sei se já era mestre nesta época), 1º Mestre formado da Angonal, saca a onda de pintar nas cordas da senzala as cores do Cordel. A galera tinha muito aluno, haja saco para fazer cordel. Corda dá trabalho, mas cordel dá mais.

Concluindo


A partir dos anos 80 perdeu-se a ética, que existia sim, vi muito mestre se juntar e fechar academia de aluno incompetente. Mas, quando as federações deram papeis, era lei. Eu vi federação mandar fechar casa de Mestres competentes que não queriam entrar na palhaçada que reinava.

O fenômeno no início de 1980 expandiu. A capoeira passa de centenas para milhares.


Aí chega o século XXI


Google que pariu!!!!! O êxodo para o exterior. Grupos disputando quem tem mais bandeira de país na camisa. O tráfico de material de capoeira para fora do país, tanto que hoje em dia fica difícil trazer qualquer coisa.

Caras com meses assumindo grupos, capoeiristas que vêm, queimam o filme e vão embora. Estrangeiros montando grupos, apoiados pela lei do seu país, e que nem querem ver mestre brasileiro como referência.

A capoeira chega a mais de 150 países. De milhares viram milhões. Milhões de escritores, compositores, inventores, criadores e bilhões de copiadores da média. Mas, dentre milhões, existe quem resista e trabalhe sério. FELIZMENTE A MÉDIA ESTÁ USANDO O TERMO ANCESTRALIDADE.

Para fechar, normalmente quando se faz workshop, oficinas, vivência (convivência), separa-se os grupos em turma de: INICIANTES, INTERMEDIÁRIOS, AVANÇADOS E PROFISSIONAIS
Olha os quatro, criança, jovem, adulto e velho. "

E você, o que acha desse tema? Na próxima semana eu trago a opinião de outros mestres sobre a unificação das graduações. Não perca a gente de vista, siga o Blog Capoeira de Toda Maneira nas redes sociais.


Até lá!







sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

MMIE realiza seu primeiro evento simultâneo

Desperta Mulher acontece em sete cidades ao mesmo tempo




Rio de Janeiro - Brasil




Capoeiristas se reúnem para conversar num grupo de Whatsapp, normal, não é? Sim, muito normal. A maioria de nós participa de ao menos um grupo no Whatsapp que tem como proposta falar sobre Capoeira e temas relacionados ao cotidiano dentro do esporte. 


No final de maio de 2016 foi criado o MMIE - Movimento de Mulheres Iê, um grupo de Whatsapp que, como o próprio nome sugere, é composto apenas por mulheres. O objetivo era o mesmo de todos os outros grupos formados por capoeiristas, porém, um outro assunto, infelizmente muito corriqueiro, acabou extrapolando o virtual e se tornando motor na criação de um evento que acontecerá simultaneamente em diversos pontos do globo, a violência contra a mulher.


Motivadas a tratar do assunto numa esfera mais ampla, surgiu o Desperta Mulher, evento que em sua primeira edição ocorrerá em cinco estados brasileiros e em mais três países, no continente africano e europeu, ao mesmo tempo.

Na programação está prevista uma mesa redonda com convidados, roda de capoeira e apresentações culturais.

As representantes do movimento, Graduada Manu Brasil, de Niterói - RJ, e Professora Fênix, do Rio de Janeiro/RJ, acreditam na parceria com os homens nessa inciativa, assim sendo, apesar do nome sugestivo, não há uma restrição para a participação deles no evento, pelo contrário, eles são bem vindos, afinal, é preciso contaminar a sociedade com a ideia de que a violência contra a mulher, em especial, é inaceitável.



Dados da OMS, Organização Mundial de Saúde, apontam que ao menos 35% das mulheres já sofreu algum tipo de violência física ou sexual em algum momento da sua vida, praticada por parceiro íntimo ou não-parceiro. 


No Brasil, 70% da população feminina sofre ou sofreu violência física/sexual praticada por parceiro íntimo.

A violência sexual é geralmente praticada por pessoas próximas à vítima, como os atuais ou ex-parceiros (namorados, companheiros, maridos).

Mulheres e meninas representam cerca de 70% das vítimas de tráfico humano no mundo. 


Estima-se que metade das vítimas de feminicídio, homicídio cometido contra a mulher, foi morta por parceiro ou membro da família.

Apesar do peso desses números, as vítimas não tem um rosto ou perfil específico, toda mulher pode vir a se tornar estatística e por isso é tão importante falar sobre esse assunto. 

Serviço:



Desperta Mulher - 12 de março de 2017

10h - Mesa redonda com convidados
Tema: Violência contra a mulher

11h - Roda de Capoeira

13h - Encerramento com manifestação cultural


Brasil


- Rio de Janeiro/RJ


Boulevard 28 de Setembro, 382. - Vila Isabel - Rio de Janeiro/RJ


(Quadra da Vila Isabel)

Contatos: (21) 97625-6782 - Prof. Fênix
                (21) 99094-5368 - Grad. Manu 


- Volta Redonda/RJ


Memorial Zumbi e Memorial Getúlio Vargas - Vila Santa Cecília. Volta Redonda/RJ


Contato: (24) 98135-7154 - M. Arara Durões



-  Palmas/TO

Centro de Direitos Humanos, 306 Sul, Alameda 04. - Plano Diretor Sul. Palmas/TO


Contato: (63) 8457-7915 - Prof. Val Brandão


- Timon/MA

Rua Oito. - Parque Alvorada - Timon/MA

Quadra de esporte Adailson Pinho de Oliveira

Contato: (86) 9863-8420 - Prof. Doçura


Moçambique

- Maputo

Avenida Friedrich Engels. - Miradouro do Caracol. Maputo/Moçambique.

Contato: (258) 82415-2247 - Prof. Moçambique.


Angola



- Luanda



Rua Direita da Samba. Calçadão da Samba. Luanda/ Angola

Contato: (244) 92881-2821 - Morinesa


Portugal


- Lisboa

Av. Duque de Loulé 50 A. 2795. - Linda-a-Velha. Lisboa/ Portugal
Kalorias LV
Contato: (351) 93661-0949 - Formada Parafina



Fonte: http://www.compromissoeatitude.org.br/alguns-numeros-sobre-aviolencia-contra-as-mulheres-no-mundo/


Imagem de divulgação

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Intercâmbio Internacional começa hoje em Niterói

Roda na praia de Icaraí marca o início do evento




Rio de Janeiro - Brasil

De hoje a domingo a Universidade Federal Fluminense recebe o Intercâmbio Internacional da Associação de Capoeira Terranossa. 

O evento comemora os 10 anos de existência da escola e tem diversas atividades na programação. Destaque para o Eco Terranossa, que promove a conscientização e integração dos capoeiristas com a natureza e esse ano convida para uma roda de capoeira no topo do Costão, Parque Estadual da Serra da Tiririca, seguida de aula de acrobacias na praia de Itacoatiara.

O sábado (14) termina com o lançamento do CD Meu berimbau, Meu camarada e show ao vivo com o Mestre Alexandre Batata, direto de Portugal.

O evento tem como ponto alto a formatura de professores, contramestres e mestrandos e a troca de cordas dos alunos e graduados, que ocorre no sábado(14).

 A festa comandada por Mestre Cid, presidente do grupo e organizador do evento, contará com a presença de capoeiristas de várias partes do Brasil e de países como Portugal, Colômbia, Espanha, Rússia, África do Sul e Angola.


Programação:


12 DE JANEIRO – QUINTA-FEIRA:
19 h – Caminhada da Capoeira
Berimbalada e roda nos diferentes pontos turísticos do Caminho Niemeyer
Local: Praia de Icaraí (Em frente a Reitoria da UFF – Universidade Federal Fluminense – Rua Miguel de Frias)
20 h – Aulão de atualização com professores
Local: Praia de Icaraí (Em frente a Reitoria da UFF – Universidade Federal Fluminense – Rua Miguel de Frias)


13 DE JANEIRO – SEXTA-FEIRA:
19 h – Palestra: Planejamento didático e pedagógico para Capoeira
Palestrante: Contramestre Minhoca – Capoeira Terranossa/RJ
Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense
19 h 30 – Workshop: Preparação Física de alto rendimento para Capoeira
Ministrante: Contramestre Naja – Capoeira Terranossa/RJ
Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense
20 h – Vivência com Mestre Cid
Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense


14 DE JANEIRO – SÁBADO:
9 h – Palestra: Prevenção de drogas – Geração careta
Palestrante: Sandro Araújo – Coordenador e idealizador do Projeto Geração Careta
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
9 h 30 – Vivência
Ministrante: Mestre Caçapa – Capoeira Terranossa/RJ
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
11 h – Lançamento do CD Ninguém é Rei Sozinho
Mestre Cobra Coral – Capoeira Terranossa/SP
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
12 h – Almoço
14 h – Palestra motivacional com Adalmir Ferreira
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
14 h 15 Formatura de Professores, Contramestres e Mestrandos
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
17 h – Shows e apresentações culturais:
Oficina de Frevo
Ministrante: Professora Zangada /PE
Apresentação de Maculelê
Equipe do Contramestre Minhoca.
Apresentação de Dança do Fogo
Professor Espigão – Capoeira Terranossa/AL
Lançamento do CD Meu Berimbau Meu Camarada
Mestre Batata – Companhia de Capoeira Contemporânea /Portugal
Local: Praça da Cantareira. São Domingos. Niterói/RJ


15 DE JANEIRO – DOMINGO:
7 h – EcoTerranossa – Subida ao Costão e roda
Com os alunos da UFF e do Projeto Geração Careta (Sandro Araújo)
Local: Parque Estadual da Serra da Tiririca – Praia de Itacoatiara


Serviço:

Data: 11 a 15 de Janeiro de 2017
Local: UFF – Universidade Federal Fluminense
R. Visconde Do Rio Branco, S/N – Campus do Gragoatá – São Domingos – Niterói
Realização: Capoeira Terranossa


Direção: Mestre Cid





sábado, 7 de janeiro de 2017

Condicionamento físico em pauta na Capoeira

Contramestre Naja ministra Workshop no Intercâmbio Internacional 

Imagem cedida de arquivo pessoal

































Rio de Janeiro - Brasil

É possível melhorar a força, a resistência e o condicionamento físico durante os treinos? Contramestre Naja prova que sim em seu Workshop Preparação Física de Alto Rendimento Para Capoeira, onde apresenta as condições necessárias para alcançar esses objetivos. O conteúdo será focado exclusivamente nas necessidades dos capoeiristas e promete mudar a forma como enxergamos o papel da alimentação nesse processo.

Sua experiência como professor de Capoeira e treinador de atletas de fisiculturismo, aliada aos conhecimentos teóricos adquiridos durante a formação em Educação física e a Pós-graduação em Treinamento Desportivo, são os aspectos que o tornam um dos mais capacitados profissionais da área.

Hoje, além de ministrar aulas de Capoeira, Contramestre Naja é treinador da maior equipe do Rio de Janeiro de fisiculturismo, IFBBRJ e federado pela IFBB, International Federation of Bodybuilding and Fitness (Federação Internacional de Fisiculturismo e Ginástica). Só no ano de 2016 foram mais de 15 título conquistados.

É toda essa expertise que ele leva para o Intercâmbio Internacional, uma oportunidade que a Capoeira Terranossa oferece com exclusividade em seu evento.


Imagem cedida de arquivo pessoal
Serviço:

Intercâmbio Internacional - 11 a 15 de janeiro

Workshop: Preparação Física de alto rendimento para Capoeira

Ministrante: Contramestre Naja – Capoeira Terranossa/RJ

12 de Janeiro

Horário: 21 h 30

Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense
R. Visconde do Rio Branco s/n – Campus do Gragoatá – São Domingos – Niterói

Contato:Contramestre Naja
Dynamus Academia

Rua Capitão Lafay, 59. Campo Grande. Rio de Janeiro/RJ
(esquina com a Av. Cesário de Melo. BRT São Jorge, após mercado Costa azul)

Você pode gostar